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São Paulo - A cada 5 reais que a economia brasileira ganha com tua realização, um real vem do agronegócio: o setor é responsável por 20% do PIB do país. Mesmo por isso, ele ainda pode fornecer muito mais. Pela média, colhemos metade do milho que os americanos produzem por hectare. Nossos rebanhos bovinos rendem, no mesmo espaço, um sexto da carne produzida pelos alemães e um quinto do que podem os canadenses.


Já há startups mirando este espaçoso potencial de expansão. Tua estratégia parece ter dado correto: a startup atraiu a atenção de nomes como Google e NASA, e também ter como meta faturar 2 milhões de reais neste ano. Os sócios Mariana Vasconcelos, Raphael Pizzi e Thales Nicoleti conhecem a agropecuária. Os três moram no sul de Minas Gerais, uma localidade que tem uma tradição no setor, conta Vasconcelos, CEO da Agrosmart.


Segundo a empreendedora, as decisões tomadas no ramo do agronegócio costumam ser ou por intuição ou por conselhos passados por parentes e vizinhos. “Quando se fala em irrigação, a título de exemplo, a gente brinca que 99% dos agricultores bate o bico da bota no chão. Chutando, ele vê se a terra está fofa. Diante de um impacto cada vez maior no meio ambiente, mas, não fornece mais para confiar nos modelos habituais de tomada de decisão. “Hoje, sofremos com transformações climáticas e com a inexistência de recursos hídricos.


Estes são fatores determinantes pra produtividade, que necessita ampliar pra compor a procura. Está cada vez mais difícil para o agricultor - aquilo que ele a todo o momento ouviu tratar não faz mais sentido”, diz Vasconcelos. “Eu acho que neste momento é a hora: há muita busca e muitos desafios, todo o mundo está pensando em como acrescentar a geração.


Portanto, a primeira função da Agrosmart foi desenvolver um sistema de supervisionamento: sensores são instalados no cultivo do agricultor e, por intervenção de um software, ele pode visualizar de cada lugar como anda tua elaboração. “A Agrosmart utiliza sensores que detectam as condições naturais do solo, do vento, de temperatura, de umidade.


Cruzamos isso com imagens de satélite para captar como anda o cultivo. A partir desses detalhes, trazemos mais maleabilidade: ele não necessita comparecer lá chutar o chão ou colher a chuva em um pote, por exemplo”, explica Vasconcelos. O monitoramento rendeu uma série de dados coletados e os empreendedores começaram a reflexionar em como usar estas informações pra doar mais serviços. A ideia de utilizar a agricultura de detalhes, ou de exatidão, agora vinha há muito tempo. Todavia, só se tornou acessível há alguns anos, com a construção de tecnologias como a computação em nuvem.


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O paradigma que a startup vende hoje em dia, como por exemplo, é o de irrigação. “Vemos o que ocorre em cada porção da plantação e dizemos o quanto cada área tem que ser irrigada. Isto elimina o consumo de água e o consumo de energia, por rodar os sistemas de irrigação apenas no momento em que necessário, e também ampliar a produtividade.


De acordo com a empreendedora, a redução da quantidade de água utilizada poderá entrar a 60%, durante o tempo que a de energia chega até 30%. Isso varia muito, já que depende do que o agricultor agora fazia antes de contratar o serviço. O ticket médio do consumidor da Agrosmart é de quarenta mil reais por ano. Porém, este número varia muito pelo motivo de é possível formar pacotes que não usem todas as variáveis que a startup dá,- são os chamados “planos de entrada”. A precificação é baseada no número de instrumentos instalados: varia por área, por relevo, por cultura que ele está plantando e tipo do solo. O negócio atende desde agricultores pequenos, como hortifrútis, até médios e grandes produtores, como os de grãos. Nos próximos meses, o negócio pretende lançar um novo módulo, pra decisões em conexão a pragas, doenças e aplicações químicas. Insuficiente depois de inaugurar, a Agrosmart entrou pro programa de aceleração do Start-Up Brasil, uma iniciativa do governo federal.